VIDA; Cuidado com o que você procura. Filme interessante sobre a busca de vida fora do planeta Terra

Seis astronautas de diferentes nacionalidades estão em uma estação espacial, cujo objetivo maior é estudar amostras coletadas no solo de Marte por um satélite. Dentre elas está um ser unicelular, despertado por Hugh Derry (Ariyon Bakare) através dos equipamentos da própria estação espacial.

Tal descoberta é intensamente celebrada por ser a primeira forma de vida encontrada fora da Terra, sendo que um concurso mundial elege seu nome: Calvin. Só que, surpreendentemente, este ser se desenvolve de forma bastante rápida, ganhando novas células e uma capacidade inimaginável.

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Grande protagonista do longa, o alien Calvin – que recebe o nome em um batizado gigantesco na Times Square – começa como uma criatura promissora. Como o personagem Hugh Derry (Bakare) pontua em uma das cenas, o ser é formado por células que são ao mesmo tempo olho, músculo e cérebro. Começando como uma estrutura mitocondrial fortificada e evoluindo rapidamente até se tornar uma espécie de ameba assassina que cresce fagocitando matéria orgânica.



Em dado momento, temos o dr. David Jordan (Gyllenhaal) divagando sobre estar muito tempo no espaço e sobre não querer voltar por não se sentir em casa na Terra. O personagem de Hiroyuki Sanada aparece em uma passagem comemorando ter se tornado pai, o de Bakare fala sobre a gravidade zero ter sido uma espécie de libertação para sua paraplegia. Nada disso é fundamental para a história, com uma leve exceção para a situação de Gyllenhaal, que posteriormente usa seu senso de pertencimento espacial para justificar algumas de suas ações na trama.

A superficialidade dos seis tripulantes é justificável: nenhum deles está ali para alimentar o apego dos espectadores, visto que a narrativa do filme se desenrola nos moldes de uma versão espacial de outros filmes.

Curiosamente, o filme sobre a descoberta da vida em outro planeta se torna um longa sobre os sacrifícios que o ser humano é capaz de fazer em nome do instinto de preservação da vida na Terra. Para quem nunca viu o clássico de Ridley Scott do fim da década de 1970, a produção pode ser interessante.

Para enumerar algo de realmente positivo no longa, o visual é bastante caprichado. O filme em momento nenhum aparenta ter a pretensão de ser mais do que apenas divertido e cumpre essa missão – uma boa visão e perspectiva sobre o que poderíamos encontrar na busca de vida fora do nosso planeta.

Veja o Trailer:


Fontes: omelete.uol.com.br | adorocinema.com | Sony Pictures Entertainment