Caso Onilson Pátero; Uma das alegações de abdução mais intrigantes do Brasil

Na noite de 21 para 22 de maio de 1973, na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de São Paulo, o comerciário Onilson Pátero voltava para casa (em Catanduva). Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido à trabalho. Ele iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km até Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul.

Ao passar pela ponte do “Salto” de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades. Seu primeiro pensamento foi de que o moço fosse conhecido do posto policial rodoviário perto de Avadanhava, situado ali próximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar Alex.

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Onilson ofereceu cigarro, mas o rapaz recusou, dizendo que não fumava quando estava viajando. Entretanto, o rapaz portava algo semelhante à uma caixa de cigarros, metálica, que mantinha próximo ao corpo.

Durante a viagem, ambos conversaram animadamente. O estranho fez várias perguntas sobre Onilson, sobre seu grau de instrução e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Onilson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava também. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex.

O rapaz respondeu que seu ramo era negócios. Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma ótima memória, pois lembrava tudo o que Onilson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onilson falou onde morava, citando nome da rua e número de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou: “Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, lá na Rua tal, número tal”, repetindo exatamente o mesmo endereço.

Inicialmente, o destino de Alex seria Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, à entrada de Catanduva, o estranho afirma que ter lembrado que seu destino não era Catanduva, e sim Itajobi, situada a 18 Km de distância.

Naquele horário, de madrugada, não havia transporte disponível até aquela localidade. Além disso, chovia, razão pela qual Onilson resolveu levá-lo até seu destino final. Ao chegar na localidade, deixou-o na praça central e recusou o dinheiro que o estranho lhe oferecera. Mesmo com essa oposição, o estranho colocou uma nota de 50 cruzeiros no bolso da blusa que ele vestia. Após isso, despediram-se e Onilson dirigiu-se para sua casa novamente. Ele consultou o relógio, verificando que eram aproximadamente 3 horas da manhã.

Quando faltavam 7 quilômetros para chegar ao seu destino fatos insólitos começaram a ocorrer. Inicialmente, Onilson percebeu uma interferência no rádio de seu carro. Onilson foi diminuindo o volume do som. Além disso, o motor do carro começou a falhar, perdendo rendimento. Pouco depois, ele percebeu o surgimento de um foco de luz azul, com uns 20 cm de diâmetro, no painel à sua frente.

Aquele foco de luz deslocou-se para a direita, posicionando-se no banco vazio ao seu lado. Em seguida, o foco desceu, passando para o lado esquerdo, em um movimento ondulatório, colocando-se sobre os pedais, onde desapareceu. Onde este facho de luz incidia, a área iluminada ficava transparente, permitindo à Onilson ver o motor funcionando e o asfalto passando por baixo do veículo. Intrigado, olhou o céu, através do pára-brisa, visando identificar a origem e tal fenômeno. A noite estava escura e a chuva engrossava.

O motor do carro continuava a apresentar problemas, obrigando Onilson a reduzir a marcha. Passados 500 metros após uma subida, Onilson percebeu uma luz intensa, logo à frente. Desta luz, um feixe luminoso vinha em sua direção. Ao se aproximar do objeto, pela estrada, a luz foi ficando tão intensa e cegante, que Onilson teve que proteger seus olhos. Imaginando que tratava-ede um veículo, vindo em direção contrária, sinalizou quatro vezes, alternado entre farol alto e baixo.

Não houve qualquer resposta. As falhas no motor intensificaram-se, diminuindo ainda mais o rendimento do veículo. Onilson diminuiu a marcha, passando-a para primeira. Temendo uma batida com o suposto veículo, o motorista desviou o carro para o acostamento, onde parou de forma atravessada. Não conseguiu ver se estava ainda na pista ou fora dela, devido à luz que o cegava.

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Neste momento, percebeu que todo o sistema elétrico do veículo estava inoperante. Motor, faróis, rádio e painel estavam em pane. Ele retirou os óculos e temeu por um impacto de um possível caminhão. Percebendo que tal veículo não passava, resolveu arriscar olhar a origem de tal luz. Para sua surpresa, observou um objeto suspenso no céu. Ele tinha formato circular, como duas abóbodas superpostas.

Ainda sentado no banco do motorista, sentiu forte calor. Ele abriu a porta, e colocou o pé direito no chão, ocasião em que notou que do objeto surgiu uma espécie de campo envolvente, ao mesmo tempo em que sentiu a temperatura amenizar. Onilson permaneceu observando o objeto que emitia um zumbido. Do aparelho surgiu uma espécie de cilindro, que desceu ao solo, aproximando-se da testemunha que, assustada, pensou em fugir. Ele pensou em fugir em direção à Itajobi, entrando em um bosque e em seguida tentar chegar à Catanduva.

Ele chegou a correr uns 30 metros, até que sentiu que algo o prendeu. Ele descreveu o mecanismo como sendo uma espécie de borracha fina, embora não tenha visto de fato o que seria. Ele se virou, em direção ao carro, e percebeu que o objeto encontrava-se próximo deste, iluminando-o com o raio de luz. Espantado, percebeu que seu carro estava todo transparente, como vidro. Em seguida, perdeu os sentidos.

Na manhã seguinte, o policial Clóvis Queiroz, encontrava-se em sua guarita, no entroncamento Catanduva – Presidente Washington Luiz, quando, pouco antes das 5 horas da manhã, foi procurado por dois rapazes. Estes contaram que passaram com sua Kombi pela estrada de Itajobi e em determinado trecho havia um homem caído ao lado de um Opala, que tinha as portas abertas e os faróis acesos.

Imediatamente, o guarda seguiu de carro até o local informado por volta das 5 horas da manhã. Ele posicionou seu carro, iluminando a vítima, que ainda estava caída. Em seguida, aproximou-se para examiná-lo. Ao perceber que ele estava vivo tentou desvirá-lo. Imediatamente, Onilson tentou soltar-se do guarda, aparentando forte impacto emocional. Ao ser questionado pelo guarda sobre o que tinha acontecido, Onilson declarava: “Eles querem me pegar…”. Assim que conseguiu , identificou-se e narrou todos os fatos ocorridos.

Naquele momento, aproximava-se um caminhão, carregado com pintinhos. O guarda sinalizou ao motorista, pedindo-o que parasse. Em seguida, levou o motorista até Onilson e disse:? “Estamos aqui, agora, nós três. Eu o desafio a dizer onde estão os caras que, segundo me informou, querem pegá-lo”. Diante de tal pergunta, Onilson declarou: “O negócio aqui é sério… não foi brincadeira não”.

Ainda incrédulo, o guarda considerou Onilson como tendo sido vítima de ataque epilético e achou melhor encaminhá-lo para tratamento. Ele dirigiu-se até o carro, para fechá-lo e percebeu um mapa rodoviário aberto. Ele questionou Onilson, se o mesmo havia consultado o mapa, antes do desmaio. Onilson negou e declarou que mapa era dele e estava guardado em uma pasta ao lado do acento.

Ambos inspecionaram o local e encontraram a pasta aberta no assento, com os papéis remexidos, espalhados pelo assento e no chão do veículo, embora a chave da pasta ainda estivesse no bolso de Onilson. Onilson reafirmou não ter aberto a pasta e remexido os papéis.

Pouco depois, o guarda rodoviário levou Onilson para a emergência da Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo médico Dr. Elias Azis Chediak, que o submeteu a exames clínicos, à testes neurológicos e psicológicos, não encontrando nada de anormal. Um fato estranho constatado por todos os envolvidos é o fato de Onilson ter estar sob a chuva da madrugada, estando assim todo encharcado, com exceção das costas de sua blusa, que encontrava-se seca.

A esposa de Onilson, ao receber a notícia de que seu marido estava no Hospital, apanhou roupas limpas e dirigiu-se para a Santa Casa. Ao chegar encontrou o marido e constatou, espantada, que os cabelos de Onilson estavam pretos, ao invés de castanho, sua cor natural. A cor natural só reapareceu 3 ou 4 dias após o contato.

Outro distúrbio fisiológico apresentado por Onilson foi uma estranha coceira surgida logo após o caso. O Dr. Chediak prescreveu um medicamento, recomendando-lhe que voltasse no dia seguinte, para complementação dos exames e acompanhamento.

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O 2º Episódio

No dia 26 de abril de 1974,Onilson avisou sua esposa D. Lourdes, que ia almoçar mais cedo, pois sairia a negócios para a cidade Julio de Mesquita (aproximadamente 160 Km de Catanduva). E assim partiu às 12:30 hs. Chegando em Júlio de Mesquita às 15 horas, não encontrou o prefeito com quem, conforme combinação prévia trataria, às 15:30 hs, de venda de uma biblioteca para a cidade. Onilson era representante de uma empresa especializada no ramo.

O prefeitos Antônio Soares, só chegou às 17:30 hs e não finalizou a compra, alegando que primeiro teria que escutar a opinião do fiscal de ensino, na cidade vizinha (Marília). Ele resolveu então seguir até Marília (a 30 km), mas o fiscal de ensino estava ausente. Então ele fez um lanche rápido e iniciou a viagem de volta para casa às 22:30 hs.
Ele havia vendido seu carro Opala, pouco tempo após sua abdução e agora viajavam em um fusca azulado. Por volta das 23:30 hs, ele se encontrava a 15 km de Guarantã, e a 120 km de Catanduva. A cerca de 200 metros da lina de alta tensão da Cia. Elétrica de São Paulo,Onilson observou uma luminosidade azulada correndo paralelamente ao longo dos fios.

Nesse momento, o motor do carro começou a falhar ao mesmo tempo em que ele observou um filete de luz intensa, azulada. Lembrando dos fatos envolvendo sua primeira experiência, Onilson resolveu seguir adiante e fugir do local, evitando um novo contato.

Sua fuga foi frustrada pois, o motor morreu, obrigando Onilson a conduzir o carro, ainda embalado, para o acostamento. Assim que parou o carro, ele observou um objeto idêntico, ou talvez o mesmo objeto visto na primeira ocasião. Assustado, Onilson resolveu fugir a pé. Ele abriu a porta do carro, e percebeu que uma espécie de esteira se aproximou, e passou por baixo de seu pé justamente na ocasião em que pisaria no solo. Tal esteira foi sendo recolhida, transportando Onilson em direção ao objeto. Repentinamente ele viu-se em uma sala ovalada a bordo do objeto.

Nesta sala, ele viu o mesmo rapaz à quem dera carona, por ocasião da primeira experiência. Ele vestia a mesma roupa que usava naquela noite e aproximou-se sorrindo e dizendo que nada de mal aconteceria à Onilson. Essa comunicação foi ouvida perfeitamente por Onilson, mas quando este tentou responder não ouviu suas próprias palavras.

O ambiente da primeira sala

No meio da sala havia uma grande luminosidade azul, que aparentemente vinha do teto (a uns 3,5 m de altura), em forma de cúpula, onde se viam muitos fios cruzando-se, conforme teias de aranha, em 3 a 4 camadas.
Ao longo da parede da sala, à altura aproximada de 1 metro do piso, deslocava-se, em circunferência, uma luz azulada. O moço pediu a Onilson para que sentasse numa cadeira de costas altas e que tinha assento fofo, parecendo borracha.

Na 2ª Sala

Não sabe quanto tempo teria ficado na primeira sala, pois ali só teve consciência durante 1 a 2 minutos. A lembrança lhe voltou de novo quando já se achava em outra sala, semelhante à primeira. Havia fios no teto, porém pela parede se dispunha em circunferência um tubo de metal brilhante, de uns 30 cm de espessura. Também havia luzes dispostas em circunferência, paralelamente à do referido tubo e aproximadamente a 1 palmo acima deste. Além disso, havia na parede uns 3 a 4 pontos luminosos que costumavam apagar-se do mesmo modo como se vê numa tela de TV ao ser este desligado.

Nesta sala estava Alex, que lhe pediu para tirar a roupa e vestir outra e por ele foi ajudado. A roupa era de um tecido que parecia ser feio de fios metálicos, com aspectos de nylon de brilho fosco, e que o cobria até os pés. Onilson ouvia as explicações de Alex porém não podia ouvir as suas próprias perguntas. A roupa ajustava-se ao seu corpo e por dentro sentia-a macia. Não sabe se havia fios que ligassem a roupa à parede.

Viu ainda que na parede uma janela de aproximadamente 1,5 m de comprimento por 60 cm de largura e através dela notou à distância de 5 a 6 m, no compartimento contíguo, o movimento de pessoas que pareciam sentadas em cadeiras, pois só as via até a cintura. As cadeiras pareciam motorizadas ou então seriam carrinhos, pois essas pessoas se movimentavam conservando seus corpos imóveis, o que já não aconteceria se estivessem andando com seus próprios pés. As pessoas, que no máximo eram três juntas para seu campo visual, estavam ora de frente, ora de lado, e cobertos por capuzes que se constituíam num prolongamento da própria roupa que vestiam.

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Uma estranha manobra

Alex, ao dizer “você vai ver uma manobra”, passou a sua mão em um local da parede, onde, em seguida, apareceu um visor de uns 40 cm de largura, permitindo visão para fora do Disco Voador. Onilson recebeu então um capacete para colocar na cabeça, fechado na parte do pescoço mas sem provocar falta de ar. O capacete possuía um visor na frente e Onilson teve a impressão de que quando este lhe foi colocado na cabeça acabou por ver melhor e para mais longe, distinguindo perfeitamente a paisagem. Não sabia se era dia ou noite lá fora, mas distinguiu um vale, onde havia uma cidade que lhe parecia do tipo europeu, pois consistia de casas com telhados altos e bem inclinados e também pareciam haver torres de igrejas.

Distante da cidade a, talvez a uns 2000 m dela, viu surgir do solo uma formação em forma de ovo, de 4 a 5 metros de largura que, acompanhada de uma nuvem branca, elevou-se nos ares e aproximou-se do local onde estava Onilson. Se esse ovo entrou no mesmo local onde estava, devia ter sido em outra sala, pois na sua sala nada viu entrar.

Alex explicou que eles estavam empenhados em retirar da terra certa substância, a qual facilmente manipulada seria fatal para os discos voadores. Essa substância existiria na Terra e forçosamente seria descoberta pelos seus habitantes, mais cedo ou mais tarde. Entretanto, “eles” estavam estudando o assunto, para achar uma defesa, para o futuro, contra a aplicação desta substância, e que neste intento, forçosamente, seriam bem sucedidos.

Uma estranha explicação

Alex ainda explicou que, no futuro, esperavam chegar a um entendimento com os terrestres, mas se tal não se realizasse, seria lançado um pó fino, semelhante à uma fumaça, que não faria mal nem a uma borboleta. Se necessário trariam Onilson outra vez… mas desta vez junto com uma pessoa de certo nível hierárquico da Terra.

A Urna

Alex colocou então em Onilson, uns braceletes de aspecto metálico, amarelados e opacos, nos pulsos e nos tornozelos, que não o incomodavam. Depois de ter ficado uns 5 minutos nessa segunda sala, foi colocado numa urna, parecendo de isopor, embutida no piso e onde havia lugar para todo o corpo se acomodar anatomicamente. Não sabe porém quanto tempo ficou nessa urna, pois não se lembra de mais nada. Só sabe que, quando a consciência voltou, já estava novamente vestido com a sua própria roupa e em outro compartimento mais espaçoso, mas sem a presença de Alex.

O 3º Compartimento

[Obs. da SBEDV e de Onilson: Este compartimento, bem como o anterior, não deviam fazer parte do disco voador que sequestrou Onilson, porque não poderiam caber dentro das proporções do aparelho].

Esse ultimo salão que Onilson lembra ter avistado era em formato semi-cilíndrico, tendo 12 a 15 metros de diâmetro. Ele achava-se sentado numa cadeira, em fileira de 5 a 6 cadeiras colocadas no meio. Havia ainda à sua frente, no centro, um cilindro metálico brilhante, de uns 40 cm de diâmetro, que alcançava o teto do salão e que era de uma altura de uns 10 a 15 metros. No canto à sua esquerda, nada havia, mas à sua direita estavam em pé 3 pessoas encapuzadas, cujas roupas soltas estendiam-se até os pés. Deviam ter altura regular de 1,70 m. Onilson os denominava de “médicos”. Um deles estava sentado diante de uma tela. Outro olhava para Onilson e o terceiro observava alguns objetos presentes na sala.

Foi nesse momento que surgiu um novo personagem: um individuo humano, idêntico à Onilson, em seus mínimos detalhes. Ele vestia uma roupa idêntica à que Onilson trajava no dia de sua 1ª abdução, 11 meses antes. Ele permaneceu nesta sala por alguns instantes e saiu da sala. Pouco depois, três outras pessoas, também de aspecto humano, entraram na sala, desaparecendo logo em seguida. Tudo isso não durou mais do que três minutos.



A lembrança seguinte de Onilson foi de estar sendo desembarcado do objeto através da mesma esteira que o capturou no início de sua experiência. Ele foi colocado de forma suave sobre a relva em algum lugar desconhecido para Onilson, que sentou no chão e observou a partida do estranho objeto. Ele olhou seu relógio e viu que já eram 3:15 hs da madrugada. Olhando em volta, percebeu ao longe luzes de uma cidade, e luzes de veículos trafegando em uma rodovia, em um vale próximo. Ele iniciou a descida do que parecia ser uma colina, em direção à esta estrada.

A descida do morro e o encontro com o fazendeiro.

Parece que a descida do morro, com ausência da Lua, em terreno de altos e baixos, pedras grandes e pequenas, deve ter desesperado Onilson. Isso foi confirmado pelos gritos de socorro que de vez em quando lançava ao ar, ao longo das 3 horas de descida. Mais tarde, Onilson desenhou um croqui com o caminho de descida do morro.
Quando alcançou uma pedra maior, já bem baixo, resolveu descansar pois tinha machucado um pé numa fenda e também estava com caimbra. Enquanto estava parado, para descansar por uns 15 a 20 minutos, começou a cair uma chuva fina, que lhe trouxe maior ânimo. Ele então se abrigou embaixo de uma pedra inclinada, onde assinalou sua passagem pelo local com um canivete, gravando as iniciais de seu nome.

Com o raiar do dia, ele chegava à base do morro, onde avistou um grupo de pessoas. Ele aproximou-se, identificou-se e pediu ajuda para chegar à uma Delegacia de Polícia, pois queria avisar seus parentes de que estava bem. Ele relatou à um dos fazendeiros, chamado Cesar Menelli, sua experiência. O fazendeiro o levou para sua casa, onde ele tomou um banho e fez um lanche.

Embora Onilson dissesse à sua esposa que voltaria no mesmo dia em que saiu de casa, Dona Lourdes ficou preocupada, embora mantivesse aparência calma diante do sumiço do marido. Onilson viajou na sexta-feira 26 de abril de 1974. Os dias passaram e Onilson não retornava de viagem e nem dava notícias aos seus familiares. Na terça-feira seguinte, dia 30 de abril de 1974, chegou o aviso da Delegacia de Polícia de Guarantã informando que acharam o veículo de Onilson três dias antes. o veículo estava aparentemente em ordem, sem sinais de acidente ou crime. Não havia sinais ou pistas sobre o paradeiro do dono, Onilson, que então encontrava-se oficialmente desaparecido. Os familiares buscaram informações em hospitais, sem obter qualquer pista sobre Onilson.

No dia seguinte, 1º de maio, uma quarta feira, Éder Pátero, irmão de Onilson, seu sobrinho Antônio Chagas e seu cunhado Francisco Sanches, iniciaram nova busca pelo desaparecido. Primeiro verificaram o carro de Onilson, retido na Delegacia de Guarantã, e não encontraram qualquer pista. Eles então refizeram o trajeto provável que Onilson teria feito em sua viagem, visitando fazendas à beira da estrada, cidades, hospitais e delegacias de polícia. Assim, passaram por Marília Pirajuí, Pongaí, Cafelândia, Guarantã, Novo Horizonte e Júlio de Mesquita, sendo que nessa ultima procuraram o próprio prefeito, com quem Onilson havia conversado no dia de seu desaparecimento.

Na quinta feira, 2 de maio, os familiares receberam uma ligação informando que Onilson Pátero havia reaparecido em Colatina, Espírito Santo. Eles imediatamente iniciaram a viagem para buscar Onilson em Colatina. Ao encontrar Onilson, constaram que este estava um pouco pálido. Por volta das 13 horas de 4 de maio tomaram o caminho de volta. A esta altura, a história do desaparecimento e reaparecimento de Pátero já tinha chegado à imprensa e vários repórteres estavam empenhados em cobrir o fato. A 12 Km de Colatina, os repórteres aguardaram a passagem da família Pátero na entrada da fazenda Catuá, de propriedade do Sr. Menelli. Eles então pediram a Onilson para subir com eles até a pedra onde ele gravara seu nome, marcando sua passagem pelo local. Os repórteres não só confirmaram a existência da gravura como também a fotografaram, publicando-a no jornal “O Vespertino”, de Vitória, no dia 6 de maio de 1974.

As investigações da família e sua viagem de busca resultaram em gastos consideráveis, além dias úteis de trabalho desperdiçados por Eder, durante o período de buscas por Onilson.

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Ufólogos Investigam o Caso

O Caso Onilson Pátero, considerado um dos casos clássicos da Ufologia Brasileira, foi investigado por diversos ufólogos de renome nacional. Uma das mais prestigiadas instituições de pesquisa ufológica no Brasil a Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV), realizou ampla investigação sobre o caso, publicando um minucioso relatório de pesquisa em dois Boletins da SBEDV, edição 94/98 ( setembro – 1973 / junho 1974 ) e edição 99/103 (julho – 74/ abril-1975). Neste relatório, a SBEDV transcreve dados de investigação de outros ufólogos pioneiros da Ufologia Nacional, tais Max Berezovski e Silvio Lago.

As primeiras investigações ocorreram por conta do primeiro episódio ufológico de Onilson, na noite de 21 para 22 de maio de 1973, em Itajobi, São Paulo. Foram entrevistados o protagonista do caso, seus familiares, o guarda que o encontrou na manhã do dia 22 de maio, além do médico que o atendeu na manhã daquele dia.

“A SBEDV dirigiu-se então para Catanduva e lá entrou em contato com o médico Elias Assis Chediak que, por possuir o espírito de pesquisador e a curiosidade aberta para o desconhecido, considerou objetivo acompanhar de perto o surgimento das sequelas deixadas pelo fenômeno, na pele da testemunha, bem como de participar, de maneira interessada, dos interrogatórios e exames aos quais a testemunha foi submetida pelos grupos de estudo ufológico que se deslocaram para Catanduva (um do Ministério da Aeronáutica, outro dirigido pelo médico Max Berezovski, de São Paulo, e, finalmente, o pesquisador da SBEDV).

Além de toda a ajuda oferecida aos investigadores provenientes provenientes de várias localidades e, inclusive, ao da SBEDV, antecipando declarações sobre o caso, as quais foram confirmadas pela testemunha, o jovem médico, de 31 anos, foi brilhante em sua atuação junto à reconstituição do episódio, feita no local da ocorrência, procedente, ainda, de maneira ativa e independente, a pesquisas junto aos mais importantes participantes do caso: o próprio Onilson Pátero e um guarda rodoviário que o socorreu no primeiro episódio.

Vale ainda, registrar-se que o Dr. Chediak era assistente da Cadeira de Clínica Médica da Faculdade local e conceituado ex-residente do Hospital dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo, tendo feito curso de pós-graduação num Centro de Tratamento intensivo, em moléstias tropicais, tendo também editado um original sobre “Toxoplasmose adquirida”.
A 10 de junho de 1973, pela manhã, fomos com o Dr. Chediek à casa do Sr. Onilson, que nos recebeu amavelmente.”

A entrevista com o guarda Queiróz

Em 26 de fevereiro de 1974, alguns meses após o episódio, Onilson Pátero levou pesquisadores da SBEDV aos locais onde os fatos ocorreram . Em entrevista com o guarda, a SBEDV obteve novos detalhes relacionado ao caso.
“Informou-nos o guarda que, naquela noite, chegando ao quilômetro 7, realmente viu estendido no chão um cidadão, conforme o aviso dos rapazes, julgando tratar-se de um cadáver, porquanto, o corpo, emborcado, estava ilhado pelas águas da chuva que corriam pelos bordos da estrada. Então pensou: “Estou enrolado agora até a manhã toda, com um cadáver, até que o pessoal de São José do Rio Preto chegue ao local”.

Ele estacionou o carro e dirigiu-se até o corpo de Onilson, estendido no acostamento da estrada. Ele parou sobre o corpo e logo percebeu movimentos nas mãos de Onilson e vendo que ele estava vivo, virou-o, pegando-o por baixo dos braços. Imediatamente, Onilson deu um pulo, tentando escapar. O guarda segurou e acalmou Onilson e em seguida ouviu seu relato. Incrédulo, pensou que Onilson era louco e procurou não contrariá-lo. Clóvis percebeu que Onilson realmente demonstrava medo, olhando constantemente em volta.

Em dado momento, o guarda Clóvis disse: “Isso não é nada! Vamos pegar o negócio à unha! O senhor me ajuda?”. Onilson respondeu: ” Sim, ajudo, mas me leve embora daqui!”. O guarda estranho o fato de Onilson ter entrado em seu carro logo ao primeiro convite, o que, em sua opinião, “não era comportamento de loucos”. Além disso, Onilson aceitou um cigarro de Clóvis, segurando-o na mão, sem fumá-lo, o que também diferia do comportamento dos loucos que tinha visto no sanatório, todos sempre ávidos de fumar os seus cigarros.

“Se na ocasião do incidente, eu soubesse a respeito dos discos voadores o que sei agora, teria dado uma outra consideração do caso do Onilson”, declarou o guarda Queiróz.

A Pesquisa da SBEDV em Guarantã

“No dia 15 de junho de 1974, dirigimo-nos de Catanduva para Guarantã, aproximadamente a 120 km em linha reta. Conforme a orientação do Sr. Éder Pátero, irmão de Onilson, ultrapassamos a cidade uns 12 km, sempre em direção a Marília, até avistar a rede elétrica (da CESP) que cruza a estrada em ângulo reto. Logo encontramos a porteira à esquerda da fazenda “Água Santa” e adiantamo-nos cerca de 1 km até avistarmos as casas da fazenda. O fazendeiro Walter Dias então cruzou conosco, ocupado em levar sacos de milho a fim de protegê-los contra a chuva que ameaçava cair naquela dia. Eram umas 17:30 hs, quando o Sr. Walter Dias nos atendeu e prestou as seguintes informações:

No referido sábado (27 de abril de 1974), entre as 17:30 hs e as 18:00 hs, havia realmente avistado um carro Volks, a uns 20 metros da porteira de sua fazenda, estacionado corretamente no acostamento da estrada, com as suas portas encostadas ou fechadas.

No dia seguinte, um domingo, quando ia à igreja, às 7 hrs ainda viu o carro com todos os vidros fechados, no acostamento, pensando tratar-se de veículo roubado. Entretanto, ao voltar da igreja ao meio dia, já não encontrou mais o carro, sendo informado que, neste meio tempo, a Polícia de Guarantã, avisada, o tinha levado.

Na quarta feira, 1º de maio, diversas pessoas o visitaram apresentando-se como familiares do motorista desaparecido daquele carro e queriam saber de maiores detalhes, o que estava prejudicado. Informaram-lhe, outrossim, essas pessoas, que o desaparecido havia tido, já no ano passado, um episódio com um disco voador. E nada mais nos pôde informar o Sr. Dias.

Ao sairmos da porteira da fazenda, colocamos o nosso próprio carro na mesma posição em que havia ficado o de Onilson, conforme as explicações do fazendeiro, e batemos uma foto.

Pesquisas da SBEDV, em Colatina

“Antes de relatarmos os resultados das nossas idas à cidade de Colatina, nos dias 5 e 11 de maio de 1974, queremos lembrar ao leitor que a mesma cidade foi citada no Boletim da SBEDV 94/98, em relação ao caso do soldado José Antônio da Silva. Este foi sequestrado por extraterrestres, em Bebedouro, perto de Belo Horizonte, e depois de 4 dias foi devolvido à Terra, no Estado do Espírito Santo, ao norte da capital, Vitória.

A cidade de Colatina é situada no vale do Rio Doce, sobejamente conhecido pela riqueza em minério de ferro. À nossa chegada à cidade, pedimos orientação a um policial, que prontamente nos levou a uma pessoa mais bem informada: Sr. Otto Aurich, o qual é pai do Delegado de Polícia (Capitão Luiz Sérgio Aurich, com 28 anos de idade e em vias de se diplomar em Ciências Contábeis e Educação Física). Os dois nos deram um curto relato e depois nos encaminharam à pessoa mais importante para a pesquisa: o fazendeiro Cesar Menelli, que foi quem primeiro ouviu Onilson durante a descida do morro e logo depois com ele falou quando de sua volta à Terra, em Colatina (ES).

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 A Hipnose de Onilson

No dia 1 de julho e 1974, foram feitas 3 sessões de hipnose regressiva com Onilson Pátero. As hipnoses foram conduzidas pelo ufólogo Sylvio Lago, tendo também presentes na ocasião os pesquisadores Walter Buller e Guilherme Pereira. Os trabalhos duraram aproximadamente 8 horas, tendo sido empregadas variadas técnicas de indução.

Onilson demonstrava grande ansiedade e boa vontade para fazer a hipnose. Mas aconteceu que entrava em estado superficial de hipnose e, quando o médico Sylvio Lago tentava aprofundá-la, Onilson “inibia” bruscamente, e saía do estado inicial com evidente ansiedade, embora deplorando o fracasso, insistindo por nova indução. A mesma coisa aconteceu na 2ª e 3ª tentativas.

No dia 3 de julho, uma nova sessão foi realizada e detectou-se um bloqueio. Ora, havia uma passagem direta ao sono fisiológico, havendo perda do “raport” (elo entre hipnotizador e hipnotizado); ora com desinibição rápida, voltando ao estado de vigília sinais de ansiedade. Na sequencia mostrava-se decepcionado com novo fracasso e insistia em nova tentativa.

Além das sessões com Sylvio Lago Onilsn passou por sessões de hipnose regressiva com o Dr. Max Berezovski, e com o Dr. Anuar Abud Vitar.

Transcrição da Hipnose conduzida pelo Dr. Sylvio Lago, envolvendo o primeiro episódio ufológico:
L = Dr. Sylvio Lago
O = Onilson Pátero

L – Saúde é boa? Em casa todos be?
O – …uma série de problemas…
[Comentários da SBEDV = Evidentemente refere-se Onilson ao problema financeiro decorrente dos gastos envolvido na busca de Onilson, por ocasião de seu desaparecimento. Além disso, houve um problema envolvendo um delinquente, preso pela polícia que envolveu o nome de Onilson.]

L – E aquela viagem? Uma novidade a mais?
O – Em… de maio, às 3 horas e 8 minutos… os exames … [falando pausado e apenas audível]… foram contrários… minha saúde e temperamento… não estavam de acordo na época… [Tendo o Dr. Lago feito encorajamentos constantes a Onilson, para que este continuasse nas suas explicações]… estão aguardando mais… estão aguardando… com medo de (eu) ter um choque… estão aguardando para (eu)ser preparado… mais um pouco…
… Estão com medo de fazer a travessia comigo… de (eu) tomar um choque… (incompreensível)… crencou (?)…. (incompreensível)…escapa de … (incompreensível)… Edron (?) … (incompreensível)… mais negativa … (incompreensível)…positiva… substância … (incompreensível)… de nós … (incompreensível)… perdesse… o tempo do meio…

L – Como está o dia 22 de maio de 1973?
O – Muita chuva… chuva tremenda…

L – Amanheceu bem este dia? Estava bem?
O – Não!

L – Como que foi o episódio?
O – Ficou determinado… que nós íamos fazer a travessia… mas Olegário depois determinou que não era possível sair… não conheciam ainda… (falando sempre devagar, pausadamente, sendo sempre animado pelo Dr. Lago a prosseguir no seu relato)…
Não conheciam ainda… ainda não foi feita bem… a pesquisa nõ conhecendo meu grau… passado… tremiam… um choque… (incompreensível) na travessia aquele pendão… a travessia do 1º pendão… do sistema do Édron (?)… (incompreensível)…

L – O que? Da aeronave? No sistema do Edron? Não estou entendendo! Você está falando de que?
O – Do sistema de Edron!

L – Como? E daí?
O – (Agitando-se)… (incompreensível)…

L – Calma ! Calma !
O – É cedo ainda…

L – Para que?
O – É cedo para entrar… (incompreensível)… este círculo…

L – Quando é que você pode dar informações? Não teve ordens para falar? É isso?
O – É cedo para entrar … (incompreensível)… [ Ficando Agitado]

L – Fique calmo! Você está calmo ! Não quer mais falar? Quer descansar?
O – (sussurrando)… quero descansar !…

L – É cedo para falar ?
O – É cedo ainda!

L – Mas depende de uma ordem? Como é que é?
O – É.

L – De quem?
O – De Olegário!

L – Que Olegário? O Alex?
O – Olegário, meu amigo!

L – Mas Olegário vai falar? Que papel que ele tem nisso? Ele está com o comando?
O – É cedo! Porque controla!

L – Controla aonde? Na Terra?
O – Não! Na ocasião!.

L – Não quer que você fale?
O – É cedo para entrar no círculo…
Seguem-se perguntas irrelevantes ao caso e portanto não foram transcritas aqui.

O – Travessia … do 1º pendão… a substância …(incompreensível)…travessia do 1º pendão… depois o segundo… Olegário …(incompreensível)… no dia 22 de maio… três horas e 8 minutos… grande amigo Alex…me acompanhou…

L – Veja se ele é exatamente como descreveu! Veja bem! O rosto, os olhos!
O – Sim! Rosto redondo oval… Os olhos grandes… azuis… cabelos aparados… ombros largos…

Obs da SBEDV: Por carta, Onilson nos informou que sua altura é de 1,75 m e o seu peso, 68 Kg. A altura de Alex seria de 1,80m com um peso aproximado de 75 a 80 kg. A descrição e dados de Onilson, em transe hipnótico profundo, em relação ao personagem Olegário (ou Alex), coincide com aquela fornecida por ele mesmo, um ano antes, em estado de consciência, e transcrito no Boletim nº 94/98 – pág.36.


Fontes: averdadeoculta1.blogspot.com.br |