José Florêncio; O mais antigo caso de abdução do Brasil

No caso campineiro ocorrido em 1931, é possível afirmar que o senhor José Florêncio vivenciou uma abdução autêntica, pois temos vários aspectos indicativos desta afirmação.

Nos dias 21 e 22 de julho de 2010, eu juntamente com os pesquisadores José Carlos Rocha Vieira Júnior e o ufólogo espanhol Pablo Villarrubia Mauso Firezam novas descobertas sobre este caso da década de 30.

Este episódio ocorrido em um sábado de 1931, foi inicialmente investigado pelo jornalista e músico Cataldo Bove, e teria ocorrido na Rua Sampaio Peixoto, no bairro do Cambuí, em Campinas – SP, com o protagonista José Florêncio.

O Caso José Florêncio

José descreveu em detalhes tudo que lembrou da experiência que relatou!

Contou José Florêncio aos pesquisadores que na época do fato ele tinha 8 para 9 anos de idade e naquela tarde fatídica ele jogou bola até por volta das 17:00 horas com outros garotos e no retorno para sua casa que ficava na chácara Júlio Vitorino, notou o aparecimento repentino de um OVNI na cor de chumbo e que fazia um ruído “de motor de geladeira”.

“Veio aquela coisa redonda e eu comecei a correr. Quando vi, já estava parando a um metro de mim e a uns 60 centímetros do solo. Desceu uma escadinha que tocou no chão. A porta se abriu e rápido um deles me tocou no ombro e me apanhou. Quando vi, já estava na porta, a porta aberta para dentro do disco e tinha um tripulante com capacete de cada lado da porta, além do que estava comigo. Comecei a gritar, mas não tinha ninguém para me socorrer e fiquei a mercê deles”, disse o abduzido.

Quanto a fisionomia e aparência dos seres abdutores, José disse que tinham 1,60 metros de altura, eram de pele morena, olhos azuis, boca pequena, rosto afilado e cabelos aloirados. Disse ainda, que não tinham pelos (tipo bigode) e as suas roupas, luvas e capacetes (com antenas) era da tonalidade verde-oliva cintilantes. Apenas as botas eram pretas. Sobre a comunicação, afirmou que era ininteligível e por mímica.

O Caso José Florêncio

Esboço da nave feita por José Florêncio

Dentro da nave, José chorou muito e percebeu que a porta por dentro era fechada por uma espécie de roda volante (similar as que existem em submarinos). Contou José também que, o piso da nave “era xadrez, quadradinho e feito de metal, amarelinho, amarelinho, brilhava muito!”. Primeiramente, ele foi conduzido a parte frontal do aparelho onde viu alguns componentes do que pareceu ser a sala de controle.

“Ele tirou aquela máscara e me levou na frente do aparelho, onde tinha um painel. Não tinha volante, tinha alavancas e bastante luzes vermelhas, verdes, amarelas e roxas. E tinha umas que eram um pisca-pisca, ora amarela, ora vermelha e ora verde… Na frente do painel tinha outra pessoa e era uma mulher e ela dirigia aquela coisa. Ela tirou o capacete também e tocou no meu rosto com sua mão tentando me acalmar”, disse José aos pesquisadores.

José foi então, levado para a parte trazeira do objeto voador, onde foram feitos vários exames. “Tirei a camisa e o chefão ajudou-me a desabotoá-la. Ele colocou uma toalha gelada nas minhas costas e me examinou as costas, o coração, os olhos e abriu a minha boca. Depois, arrumei a calça meia-cana e ele me ajudou a abotoar a camisa novamente”, disse ele lembrando da experiência.

Depois disso, o garoto foi levado e colocado em “um buraco na parede” e o comandante da nave estalou os dedos. Em ato contínuo, apareceram duas faixas (semelhante ao cinturão de bombeiros) que prenderam José na cabeça e pela cintura. “Eu só conseguia mexer os olhos, os braços e os pés. Mas, não conseguia sair dali”, disse José.

Daquele lugar onde a testemunha estava parcialmente imobilizada era possível olhar através de uma janela e em certo momento ela notou que o comandante estalou os dedos novamente e um outro ser pegou um vasilhame de cor de chumbo, que estava embutido na parede e, após levantar uma espécie de tampa no centro do objeto, despejou um líquido metálico de cor escura.

Foi então que a nave começou a voar produzindo um ruído característico. “Eu vi quando passamos por cima de uma depuradora do Departamento de Água e Esgoto, depois uma mangueira e fomos para a olaria que ficava na Rua Lopes Trovão…”, contou. Depois, o OVNI aparentemente saiu de órbita, pois José disse que viu enxames de estrelas pela janela e o que lhe pareceu ser alguns planetas.



Depois de algum tempo que a vítima não soube precisar, ele foi solto e trazido de volta ao mesmo local da captura. “Fui devolvido pelo chefe. A mulher ficou lá dentro. Ele me deu uns tapinhas no ombro, como quem diz: ‘Pode ir embora’. Eu tentei correr, mas me acalmei e fui andando e uma luz focalizava em mim durante o meu caminho até chegar em casa”, lembrou José.

O Caso José Florêncio

José Florêncio guarda até hoje os relatos originais da época

Quando foi deixado pela nave, José Florêncio pode observar melhor a forma externa da nave espacial que era toda iluminada com luzes azuladas ao redor da estrutura que piscavam todas ao mesmo tempo. Na cúpula do disco voador havia uma luz vermelha. O OVNI partiu produzindo o mesmo ruído de motor de geladeira.

Ao entrar em casa ele constatou que já era uma hora da madrugada e seus pais estavam desesperados com o seu sumiço. Contou detalhadamente a aventura à eles e seus parentes acharam que ele estava ficando louco. “Eu disse para meu pai que estava numa coisa e tomei umas palmadas dele. Depois fui dormir, pois estava nervoso e não comi nada. No dia seguinte acordei às 9 horas. Quando fui para a escola e ainda não me sentia bem, eu vi que no lugar da aparição, o lugar estava todo varridinho, varridinho, a terra formando um redondo”, disse José.

No dia seguinte, começou a surgir no corpo de José Florêncio, algumas feridas inexplicáveis do ombro para baixo, que pareciam picadas de insetos. Também surgiu frieiras nos pés. Como sua mãe trabalhava na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, foi facilitada a internação do garoto.

O médico, doutor Roldão e Toledo, diagnosticou amarelão e tratou José com vermífugo, com Pílulas do Doutor Ross e Biotônico Fontoura. Depois de um mês e meio, José recebeu alta, pois as feridas que coçavam desapareceram por completo. Todavia, ele ficou ainda trabalhando por alguns meses no hospital à convite do médico. Hoje, José acha que a doença foi ocasionada pelo estranho contato com aqueles seres.

Comparando os trajes do tripulante deste que foi o primeiro caso de abdução, com o “Caso Tiago Machado”, ocorrido em Pirassununga – SP, em 1969 ou, com outro caso ocorrido na Chapada das Mesas – MA, em 1977, durante a “Onda Chupa-Chupa” (pesquisada pela Força Aérea Brasileira), notamos que são incrivelmente semelhantes!

O Caso José Florêncio

A descrição dada pelas testemunhas para os 3 seres nos casos são incrivelmente similares

O senhor José Florêncio não poderia ter criatividade suficiente para inventar esta história e também, não tinha parâmetros para descrever os detalhes vivenciados.

O pesquisador Josef Prado, esteve pessoalmente na NASA, e identificou  a incrível semelhança de todas as descrições dos casos acima com o Traje Espacial de Atividade Extra-Veicular RX-2, criado pelas Indústrias Litton , para a NASA, em 1963. Foto: Josef Prado

É oportuno registrar também que o Fenômeno OVNI era desconhecido naqueles tempos e, portanto, muitos fenômenos aéreos inexplicáveis eram catalogados no Passado como manifestações naturais, astronômicas e por vezes como assombrações, demônios, lendas e mitos. Assim, estamos reescrevendo a história da Ufologia Brasileira… A primeira abdução brasileira e quem sabe, mundial, ocorreu no Brasil em 1931!

Por: Edison Boaventura

Assista abaixo a reportagem do canal Enigmas e Mistérios sobre o caso.


Fonte: portalburn.com.br | Enigmas e Mistérios | Revista UFO | Créditos: José Carlos Rocha Vieira Júnior, José Florêncio, ufólogo espanhol Pablo Villarrubia Mauso e Edison Boaventura